Sobre mim

Sou correspondente Sueco na América Latina pelo Dagens Nyheter, o maior e mais importante jornal da Suécia e Escandinávia. Moro no Rio de Janeiro desde 2002 e tenho uma filha Brasileira de 16 anos. Em 2011 ganhei o prêmio da televisão Sueca pelo melhor programa de investigação e foi indicado para o Grande Prêmio de Jornalismo Sueco pelo documentário A Royal Nazi Secret. O documentário também ganhou uma medalha de ouro na categoria História e Sociedade no New York Festivals International Television & Film Awards.

O meu primeiro livro, Fantasy Island – The Brave New Heart of Brazil, fala sobre a vida em Brasília, 50 anos depois da fundação da cidade. Fantasy Island teve ótimas críticas e foi publicado pela Key Publishing House, Toronto, Canadá. O segundo livro, Jogo Bonito: Pelé, Neymar and Brazil’s Beautiful Game, leva o leitor numa viagem através do futebol Brasileiro e foi muito aclamado pela imprensa Britânica. The Times escreveu que »o livro é uma alegria, dançando entre o melhor e o pior do Brasil« e The Guardian disse que a obra »se distingue pela sua originalidade«. Jogo Bonito foi publicado pela Yellow Jersey Press, que pertence à Random House Group.

Sou co-autor do Palavra de Gringo – Um Olhar Estrangeiro Sobre o Brasil (Língua Geral, 2014), onde dez jornalistas estrangeiros escrevem com pertinência, conhecimento de causa e humor sobre o gigante sul-americano. Já participei duas vezes na programa Clube dos Correspondentes apresentado pela Globo News. Também participei no programa Redação SporTV, quando falei sobre minha polêmica viagem com os Gaviões da Fiel, torcedores fanáticos do Corinthians. Durante a copa 2014, o jornal O Globo fez uma entrevista comigo que você pode acessar aqui: conta algo que não sei.

Nos últimos anos, dediquei um extenso trabalho a retratar o mundo lusófono. O mais curioso durante a minha volta ao mundo foi que descobri um novo elo, além do idioma, e que unia os países lusófonos. Em cada país ou região conquistados por Portugal, encontrei uma oposição ao ambiente conservador. As antigas colônias portuguesas funcionavam, de fato, como uma válvula de escape para seus países vizinhos, onde sexo, bebida e jogos de azar floresciam. Na maioria dos casos os pecados eram tão evidentes que se podia dividir o mundo lusófono de acordo com os sete pecados capitais.

Em Goa, as drogas e a gula tinham se arraigado. Em Macau, o dinheiro e a ganância haviam tomado conta. Na ilha paradisíaca de Timor-Leste, imperava a soberba e no sensual Moçambique, a luxúria perpetuava. Na temperamental Angola, a ira crescia e no bon vivant Brasil, a preguiça se alastrava. Enquanto isso, Portugal invejava tudo aquilo que havia criado no exterior, mas que não coseguira alcançar dentro de suas fronteiras.

O livro vai ser lançado 31 de Julho 2020 na Suécia pela Natur & Kultur – a terceira maior editora da Suécia. O titulo é: Onde os Pecados Nunca Dormem – Uma Volta ao Mundo em Português.

Contato: brandao@brandao.se

Capa: Onde os Pecados Nunca Dormem